Ele tem um "dibre" certo
Ele tem um tiro certeiro
Com ele não tem defesa
Para ele não tem goleiro
É tricampeão do mundo
É o rei dos artilheiros
Quem é aquele moço com a bola no pé?
É o reeei Pelé
Mas quem é aquele moço com a bola no pé?
É o reeei Pelé
Na voz de Jackson do Pandeiro a homenagem justa ao atleta mais perfeito que Deus já colocou no mundo, tema principal do filme com seu nome.
Há alguns anos estava eu e alguns amigos tomando nosso chopinho no Clipper do Leblon enquanto bem ali ao lado Jairzinho "o furacão", artilheiro do Brasil com 7 gols na Copa de 70, lenda viva do futebol, nos dava a honra de dividir o mesmo espaço. A certa altura nos aproximamos, como simples garotos à espera na saida do treino do time, para lhe pagarmos o devido tributo e na rapida conversa que seguiu perguntamos como foi o lance do gol da Inglaterra, talvez o gol mais importante naquela Copa rivalizando com o de Gerson na virada da final contra a Italia. Ele sorriu, disse estar surpreso em como as pessoas sempre lembram daquele jogo àquela altura 20 anos depois e contou que a jogada como um todo foi em tres partes. Quando Tostão recebeu na esquerda e deu seguimento a uma serie de dribles, ele viu Pelé avançar pelo meio se posicionando para receber o passe na altura da marca do penalti e então abriu para a direita caso a bola cruzasse toda a area. Era certo que Pelé após a "matada" na bola dispararia o chute certeiro pois estava de cara para o gol. Mas eis que o negão, em uma fração de segundo, espera a defesa sair e rola a pelota mansamente na direita para o que ele disse que foi a porrada mais forte que ele já tentou dar em uma bola. Quase gritamos gol novamente.
Assim era Tostão, em uma fração de segundo se livrava do marcador e dava o passe impossivel e perfeito.
Assim era o furacão de 70, em uma fração de segundo passava do repouso a explosão do arranque para o chute mortal.
Assim era Pelé, em uma fração de segundo sabia onde estavam tudo e todos dentro das quatro linhas de um campo de futebol.