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The Visitor é o tipo de filme que eu gostaria de ter o privilegio de saber a opinião do Lou Dobbs sobre.
"the tale of a square, middle-aged white man liberated from his uptightness by an infusion of Third World soulfulness"
Fonte: NY Times
Eu estava atrás de No Country for Old Men há 2 semanas até começar a ser exibido no suburbio onde moro.
Os irmãos Cohen (de Fargo) realizam outro grande filme onde o lugar-comum de roteiros são dizimados enquanto celebra-se a pura arte da interpretação e edição. O filme não tem trilha sonora, o mocinho morre bem antes do final e um serial killer desperta a simpatia de alguns.
Matar não necessariamente precisa advir de sentimento ou causa mas somente objetivo. E o matador do filme é soberbo nessa arte.
- Don't worry - I'm not the man who's after you.
- I know that. I've seen him
- You've seen him? And you're not dead?
Não deixe de assistir se você não se incomodar com cenas de violencia explicitas. Violencia fisica e psicologica. E ainda tem Tommy Lee Jones de quebra.
O interprete da musica do post logo abaixo é o mesmo de Old Time & Rock and Roll do filme Risky Business (Negocio Arriscado) que lançou Tom Cruise (prefiro a Rebecca de Mornay) para o estrelato em 1983. O problema é que não está registrado em (praticamente) lugar nenhum que ele tambem é o interprete da musica da unica cena onde um (conhecido) ator e pugilista participou em filme considerado "cult" e bem conhecido do publico brasileiro. Se você tem menos de 35 anos será dificil adivinhar sem uma extensa pesquisa.
I take my card and I stand in line
To make a buck I work overtime
Dear Sir letters keep coming in the mail
I work my back till it's racked with pain
The boss can't even recall my name
I show up late and I'm docked
It never fails
I feel like just another
Spoke in a great big wheel
Like a tiny blade of grass
In a great big field
To workers I'm just another drone
To Ma Bell I'm just another phone
I'm just another statistic on a sheet
To teachers I'm just another child
To IRS I'm just another file
I'm just another consensus on the street
Gonna cruise out of this city
Head down to the sea
Gonna shout out at the ocean
Hey it's me
And I feel like a number
Feel like a number
Feel like a stranger
A stranger in this land
I feel like a number
I'm not a number
I'm not a number
Dammit I'm a man
I said I'm a man
Em que filme um conhecido ator lip-synced essa cançao e quem era o ator?
O critico de cinema Claude-Jean Philippe mandou um questionário a 78 estudiosos da sétima arte para obter a lista dos 100 mais belos filmes já produzidos. Deu Cidadão Kane na cabeça com 48 votos.
Hoje dia de Finados segue então uma boa seleção de 12 filmes (Tim Burton na cabeça) que versam sobre vida após a morte.
Between heaven and hell: 12 films featuring unusual afterlives
Não, não incluíram Ghost que foi filmado em parte na 104 Prince St, NY city.
Pois então eu não indicava a lista.
A criatividade dos produtores de filme pornô é no minimo notavel e ao mesmo tempo você amplia o seu vocabulario na lingua britanica de modo exponencial :-)
De uma olhada nos titulos abaixo e adivinhe de quais filmes foram tirados.
A Beautiful Behind
Womb Raider
Schindler's Fist
Shaving Ryan's Privates
Glad He ate Her
Riding Miss Daisy
Dyke Hard
Star Whores
Sorest Rump
Gangbangs of New York
Saturday Night Beaver
Legally Boned
Throbin' Hood (Prince of Beaves)
Romancing The Bone
Lord Of The G-Strings
White Men Can't Hump
American Booty
Pulp Friction
Spankenstein
Breast Side Story
Blown in 60 Seconds
Rambone
School of Cock
Free My Willy
Sperminator
O Edward Copeland compilou uma lista dos 121 melhores filmes em lingua não inglesa segundo as premissas:
1) Nenhum filme depois de 2002
2) Feature length (40 a 80 minutos)
3) Falado quase na totalidade em lingua não inglesa
4) Documentarios e filmes mudos não foram considerados
Predominio dos conhecidos Kurosawa, Fellini, Antonioni, Bergman, Godard, Buñuel e varios do Almodovar.
O unico brasileiro na lista é Cidade de Deus do ano de 2002, curiosamente a data de corte da lista.
Lista basica de atores e atrizes famosos que tocam algum intrumento musical:
Anthony Hopkins - piano
Bruce Willis - gaita
Charlie Chaplin - acordeão
Clint Eastwood - piano
Dustin Hoffman - piano
Jamie Foxx - piano
Julia Roberts - clarineta e oboé
Kevin Bacon - violão e guitarra
Meryl Streep - violino
Richard Gere - piano e trompete
Steve Martin - banjo
Caros amigos e visitantes: já estou sentado aqui no camarote e com o RSS ligado esperando a grita geral dos blogueiros brasileiros sobre a estreia do filme Turistas Go Home
Os comentários reprovadores já estão a toda no site acima.
Para colocar mais lenha na fogueira temos também o educativo hotsite chamado Paradise Brazil.
Acabei de ver Departed, o ultimo filme do Scorcese.
O que dizer de uma fita que desfila Jack Nicholson no papel do mafioso Costello que foi recusado por De Niro ?
Se o filme tem Nicholson - possivelmente o maior ator vivo em franca atividade - não é preciso mais nada. Menção honrosa para Scorcese que apesar de alguns erros nos planos de filmagem é o ainda diretor injustiçado por não ter ganho um Oscar.

Legenda: Mia Farrow em "O bebe de Rosemary" (1968): 5th Ave and E 62nd St.
Fonte: Nova York no Cinema e na TV
Black Dahlia entrou em cartaz ontem aqui nos EUA. Ainda não vi o filme mas farei-o em poucas horas. Não é baseado no crime verdadeiro mas em uma novela de ficção escrita a partir do caso. O tal caso é o assassinato brutal de uma aspirante a atriz chamada Elizabeth Short, apelidada de "Dalia Negra" pelos jornalistas da época, que foi brutalmente assassinada em 1947 na cidade de Los Angeles. Quando se diz brutalmente leia-se seu corpo foi literalmente seccionado ao meio e abandonado em uma posição "encenada" em um terreno baldio. O crime nunca foi resolvido apesar da fama que persegue o caso desde seu ocorrido. Muitas teorias foram desenvolvidas mas nenhuma conclusão aceitavel foi elaborada para descobrir o assassino que perante o sensacionalismo de seu homicidio inflado pelos jornais da época enviou correspondencia para os mesmos incluindo pertences da vitima no melhor estilo Zodiac Killer de muitos anos depois, outra lenda do "true crime" na California. Os criticos descem o pau no filme de Brian de Palma que conta com estrelas da grandeza de uma Scarlett Johansson (Lost in Translation) e uma Hilary Swank (Million Dollar Baby). É na prática o crime mais famoso envolvendo a terra e aura de Hollywood depois do brutal assassinato de Sharon Tate, esposa de Roman Polanski, por um lunático chamado Charles Manson.
"My name is Dalton Russel. Pay strict attention to what I say because I choose my words carefully and I never repeat myself. Recently I planned and set in motion events to execute the perfect bank robbery. Why? Because I can."
Assim começa Inside Man, a ultima obra-prima de Spike Lee. Dezenas de resenhas já foram escritas e mais ainda será falado desse "underdog blockbuster" recente. Assista Spike Lee ressuscitar o melhor de Jodie Foster para formar a trindade do filme junto com Clive Owen e Denzel Washington. Mas não deixe de prestar atenção na lição de interpretação do veterano Christopher Plummer. E para quem conhece, ande novamente pelos arredores de Wall Street bem do ladinho de onde eram ejetadas ao céu as antigas torres do World Trade Center. Com pitadas de classicos do thriller policial como "Dog's Day Afternoon" e "Ocean's Twelve" no fim tudo se encaixa na marca indelevel do Lee e seu assiduo questionamento étnico e moral ambientado no melhor laboratorio do mundo ofertado pelo infinito caleidoscopio humano de Nova York. Chega de lero-lero, vá ver o filme.
No embalo do referendo fui ver esse fim de semana A History of Violence.
Bom. Sangue para todo lado. Cada trabuco de dar convulsões na turma do SIM.
Melhor cena é quando o Mortensen afunda o nariz do sujeito para dentro do cérebro. Trepadas, mortes, sangue jorrando na primeira fila e atuações maravilhosas do Ed Harris, do William Hurt e do Mortensen. Deviam passar esse filme na fila de votação do referendo. O Mortensen nem de arma precisa para matar aquela gente toda.
Uma vez que não falo de cinema já tem um tempo então vamos a duas fitas que assisti esse fim de semana. Primeiro o trabalho depois o prazer.
FlightPlan (Jodie Foster)
Quando perguntarem porque Hollywood está com problemas para faturar um belo exemplo é este filme. Jodie Foster, pra lá de boa atriz, não atuava há 3 anos e me vem cair de para-quedas nesta, com perdão da má palavra, bosta de filme. Propaganda com força total rolando há quase 2 meses para conseguir arrastar o povaréu (eu incluido) pro cinema no fim de semana de estréia. Que coisa terrivel. Atores completamente inadequados em papéis de um roteiro de dar dó. Nem a Jodie se salva. Tomate na tela é no minimo o que essa droga merece. Outro fiasco do ano em uma competição durissima a essa altura já em setembro.
40 Year Old Virgin (Steve Carrell e cia. dirigidos pelo Judd Apatow)
Mesmo que você não seja fluente em inglês coloquial, e bota palavrão nisso, é diversão certa para um domingo modorrento. Me urinei de rir desde a primeira cena até o fechamento dos créditos. Steve Carrell nasceu para o papel e deve ser virgem até hoje. A cena da masturbação quase me obriga uma visita ao serviço médico em busca do oxigenio que me faltou para rir mais. O filme é a boa e velha essência do besteirol americano com direito a hugging e tudo no final. Não é à toa que essa pelicula de produção baratissima já faturou 100 milhões de dólares.
De acordo com o Times Online esses são os 100 melhores filmes franceses.
Ontem "flipando" pelos canais da cabo acabei parando em um playback do filme ganhador dos cinco principais Oscars (filme, diretor, ator, atriz e roteiro) de 1991, o cultuado Silencio dos Inocentes. Para quem não viu, e recomendo ver, a fita trata da caça a um serial killer por uma jovem agente do FBI, interpretada por Jodie Foster, e seu relacionamento nada convencional com um psicopata assassino que praticava o canibalismo, interpretado pelo grande Anthony Hopkins. Hopkins somente lhe daria pistas para pegar o assassino caso ela revelasse detalhes de sua vida conturbada. Ambos ganharam Oscar por suas interpretações soberbas como assinalado anteriormente. Alguns comentarios interessantes foram feitos pelos que trabalharam nos bastidores do filme alem das notas de rodapé que se alternavam na tela, novidade para mim fora de um DVD.
Hopkins nunca havia se encontrado com Jodie Foster antes da cena inicial na cela tipo vitrine. Sua aparição inicial, magistralmente de pé no centro da cela enquanto a camera fazia-se dos olhos de Foster ao se aproximar, foi ideia do próprio. O olhar gélido de Hopkins, segundo ele, foi baseado em filmes do Dracula, que tambem não piscava os olhos ao fitar suas vitimas. A voz uma combinação que incluia o computador Hal de 2001. A tecnica do olhar direto para a camera foi emprestada do grande Hitchcock, o rei dos filmes de suspense. O fato da cela ter a parede frontal de vidro inquebravel foi a solução para garantir que os olhos Hopkins fossem o climax daquela tomada sem as grades para atrapalhar. Ao longo do filme varias pistas para encontrar o assassino são sorrateiramente mostradas como por exemplo o desenho de Hopkins que mostra a casa onde seria encontrado o serial killer, chamado no filme de "Buffalo Bill" porque esfolava a pele de suas vitimas. A musica original é de uma sutileza sob medida porem alternada com rocks barulhentos como "American Girl - Tom Petty & The Heartbreakers" na cena da garota dirigindo à noite antes de ser a proxima vitima. A cabeça encontrada por Foster no antigo deposito em Baltimore é replica do rosto de um dos produtores numa brincadeira da equipe de efeitos e maquiagem. E a larva retirada da garganta da vitima durante a autopsia presenciada por Foster e seu chefe no FBI era uma mistura de Gummy Bears com Tootsie Roll, duas guloseimas populares entre as crianças aqui nos EUA. Como o cadaver era interpretado por uma atriz e não um boneco a equipe ficou com medo dela se engasgar com algum artefato de plastico ou borracha. Como diria Lecter, personagem de Hopkins, acompanhado de um Chianti ficaria melhor.
Tenho que arrumar uma janela no tempo para ver Before Sunset, a continuação passados nove anos de Before Sunrise, estrelado por uma de minhas deusas. Foi o filme mais aplaudido do Festival de Berlim deste ano onde a mesma combinação diretor/elenco arrebatou o "urso de prata" com a pelicula inicial. O roteiro é assinado conjuntamente pelos próprios atores, Hawke e Delpy, e foi filmado em apenas 15 dias totalmente em Paris. Como estarão Jesse e Celine uma decada mais velhos?
Tom Hanks codjuvado pela Catherine Zeta-Jones e dirigido pelo Spielberg é um viajante que fica detido no terminal de transito internacional do aeroporto JFK em Nova York. Baseado em estoria real ocorrida no aeroporto Charles de Gaulle em Paris onde um imigrante ficou vagando meses pelo aeroporto sem ser deportado ou permitida a sua entrada no país, o filme é a mais recente tentativa do Spielberg de sair da formula de sucesso baseada no imaginario e mesmo com toda a ajuda de Hanks, não é lá muito bem sucedido. Roteiro previsivel, ganchos batidissimos e uma Zeta-Jones contratada apenas para chamar bilheteria. E para avacalhar de vez com o pretenso roteiro exibem a imigração americana como uma instituição formada por pessoas que tambem tem sentimentos. Impossivel nos dias de hoje. Se você encarar o filme como uma comédia e gosta do Hanks pode até se divertir do contrario não gaste um ingresso à toa.
Esse fim de semana vi “Lost in Translation” em dvd. Melhor roteiro original de 2003, junta na tela Bill Murray, que estava esquecido, com uma atriz em ascensão Scarlett Johansson em um filme sobre a solidão em seu expoente maximo: estar em um lugar do outro lado do mundo, dia e noite invertidos, onde se fala um idioma completamente desconhecido e os costumes são, digamos assim, no minimo estranhos para um americano de carteirinha como os dois protagonistas. O filme se passa no Japão e narra o encontro de um ator veterano com uma pós-adolescente nova-iorquina. Não é um filme de dialogos mas de expressões que deram a Bill Murray o justo premio de melhor ator no Golden Globe Awards do ano passado. A diretora e roteirista premiada Sofia Coppola, que passou parte da juventude no pais do sol nascente, exibe na tela a dicotomia de sua experiencia. Homenageia e ao mesmo critica a diversidade e modernidade da cultura japonesa atual. Cozinhar a propria comida no restaurante foi objeto de uma das varias cutucadas de Murray durante sua estadia de apenas uma semana em Tóquio. A atuação da Scarlett, exaltada por muitos, não me passou nada de extraordinario. Esse filme é do Murray e ponto. Quem sabe ela não está melhor no "Girl with a Pearl Earring", que não vi e passou em dezembro do ano passado porem só recentemente chegou no Brasil. Em tempo, "Lost in Translation" tem trilha sonora das boas.
Fui ver Taking Lives[site oficial] com a Angelina Jolie. O filme é fraco mas ela com aquela boca dela faz qualquer filme ficar emocionante. O Ethan Hawke faz o papel do mocinho. Toda vez que vejo o Ethan Hawke hoje em dia penso como envelheceu aquele garoto de Before Sunrise. Não sei o que o Kiefer Sutherland estava fazendo nesse filme. Depois de O Silencio dos Inocentes todos os filmes sobre serial killers são copias baratas.
E o filme do Mel Gibson - A Paixão de Cristo - continua causando o maior rebuliço como há muito não se via. Hoje de manhã pelo radio do carro ouvi inumeros depoimentos de pessoas que foram ver o filme e ficaram horrorizadas com a crueza das imagens. As entidades católicas compraram sessões inteiras nos cinemas do pais inteiro para seus associados e membros. Isso em muito deve ter contribuido para o estouro de bilheteria de um filme estreiando em uma quarta-feira fora do Natal ou Thanksgiving. No primeiro dia de exibição Mel Gibson já recuperou o capital próprio investido, 25 milhões de dolares. Espera-se que até segunda-feira o filme tenha arrecadado cerca de 60 milhões de dolares em menos de uma semana nas telas. Uma mulher morreu durante a sessão em um cinema de Wichita, Kansas. Protesto de judeus em frente a um cinema no Times Square acusando o filme de anti-semita e que incita a população a pensar que eles foram os responsaveis pelo martirio sofrido por Cristo. A realidade retratada na violencia das cenas do calvario estão impressionando até os menos impressionaveis. No balanço geral, Mel Gibson conseguiu fincar seu marco como diretor na história do cinema americano. Esperemos o Oscar do ano que vem.
A turma aqui de casa foi ver Passion of the Christ, o filme do Mel Gibson, na primeira sessão.
Cinema lotado, TV na porta, aquele fuzuê anunciado anteriormente se confirmando.
O filme é violento, sanguinolento e mostra realmente os judeus como carrascos de Cristo.
Como foi proibido para menores de 17 anos desacompanhados (Rated "R") não se esperam recordes de bilheteria.
Em geral a opinião é favoravel pela qualidade da fita apesar de toda a violencia.
Leia aqui o que estão falando sobre o filme via Google News.
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Estréia hoje nos EUA o já considerado filme mais polemico do ano, The Passion of the Christ, produzido e dirigido por Mel Gibson que está sofrendo severas criticas de judeus inconformados com o papel de algozes de Jesus Cristo que lhes cabe na fita.
Polemicas a parte, Mel Gibson botou 25 milhões de dolares do proprio bolso na produção e já está vendo seu investimento dar lucro antes mesmo da estreia.
Todo mundo quer ver o filme que é "o" assunto cultural do momento.
Você vai rir muito e dependendo de sua química, vai chorar um pouquinho no final com essa hilaria comedia romantica. Se Pelé não tivesse nascido gente teria nascido bola, se Jack Nicholson não tivesse nascido gente teria nascido filme. Palmas de pé para Diane Keaton que está sublime como há muito tempo não se via, a boa e velha (sem trocadilho) Diane quando ainda era uma "noiva nervosa". O estupendo Nicholson de "As Good as It Gets" desta vez ganhou uma parceira a altura de sua arte, sem demerito nenhum com Helen Hunt que daqui a alguns anos chegará "no ponto" como Diane.
Com roteiro e direção de Nancy Meyers ("What Women Want"), Jack e Diane dão um show de interpretação, humor, graça, "glamour" e ainda mostram seu "derriére" sexagenario ao distinto publico no melhor estilo de causar inveja ao Gerald Thomas. Coadjuvantes do quilate de um Keanu Reeves e uma Frances McDormand, ao lado de uma bela Amanda Peet, são respectivamente o rival de Jack, a amiga de Diane e a namorada-filha de Jack-Diane. Como era de se esperar os tres desaparecem ao lado desses dois monstros sagrados da setima arte. Pelo menos desfrutaram do que será talvez a sua unica oportunidade na vida de ter uma aula de interpretação in loco com Sir Nicholson e Lady Keaton.
Sobre a estoria do filme, de uma simplicidade que cai sob medida para se explorar os dois magos da interpretação, pode-se dizer que é o ocaso de um solteirão ao encontrar uma mulher com M maiusculo que desfruta a vida em locais pouco interessantes como Hamptons e Nova York.
O filme ainda não tem data de estreia no Brasil mas já com titulo em portugues de "Alguém Tem Que Ceder", em uma alusão equivocada ao filme como de hábito.
Apesar do mote da vanguarda de outrora "não confie em ninguem com mais de 30 anos", pode confiar e não deixe de ver esse filme. Quem sabe se o seu proximo aniversário não será comemorado em Paris.
Site oficial: Something's Gotta Give
Uma das mais famosas frases do cinema moderno era o costumeiro pedido de James Bond pelo seu drink favorito:
- A medium-dry martini, shaken, not stirred.
Contudo essa não era a bebida que o espião mulherengo mais consumia em seus filmes. E para surpresa geral essa não era nem a segunda bebida mais pedida por 007.
Afinal quais eram as bebidas prediletas de Mr. Bond ?
Em 21 filmes o agente secreto de sua Majestade consumiu:
· 32 vezes champagne
· 20 vezes vodka-martini
· 9 vezes vinho tinto
· 9 vezes vodka pura
· 3 vezes brandy e bourbon, cada
· 2 vezes scotch, rum e vinho branco, cada
Alem de outras, incluindo o famoso dry martini.
Não é dificil concluir que a bebida predileta dele era o champagne sendo que em 16 oportunidades ele optou pelo Bollinger enquanto Dom Perignon foi relegado a segundo plano com apenas 7 aparições. Alem disso em 9 situações não foi possivel indentificar a grife do champagne sendo consumido no intervalo entre as explosões e beijos nas Bond Girls.
James Bond pediu pela primeira vez um dry martini no filme "From Russia with Love", o terceiro da serie.

Fonte: Make Mine a 007
Alfred Hitchcock sempre dava um jeitinho de aparecer em todos os seus filmes como figurante.
A questão era identificar em que cena. Alguns exemplos a seguir:
Disque M para matar
Lado esquerdo da mesa na foto da reunião de ex-colegas.
Janela Indiscreta
Dando corda no relógio do apartamento do compositor.
Um corpo que cai
Andando na rua.
Psicose
Através da janela do escritório de Janet Leigh.
Os Passaros
Saindo da pet shop com 2 cachorrinhos.
Fonte: Hitchcock's Cameos
Quase esqueço de comentar que fui ver o pitboy marciano, vulgo Hulk. A primeira metade do filme vale o ingresso. Já a segunda metade descambou para uma mistura de ficção e fantasia alem daquele drama entre o Bruce e o pai dele que sinceramente não sei da onde o Ang Lee tirou aquilo. Talvez pela minha ignorancia em não saber muito sobre o Hulk. A Jennifer Connely cumpriu bem seu papel ao emprestar seu rostinho "a la Andy MacDowell antes de usar os cremes da L'Oreal". Para baratear a produção colocaram o Hulk perdido no deserto durante boa parte do filme. O problema é esse, o Hulk é desajeitado como um hipopotamo numa loja de cristais e quebra tudo em que encosta. Apenas um quebra-quebra de carros em San Francisco foi o maximo permitido pelo orçamento. Hulk é o alterego-herói. Seu unico inimigo é ele mesmo. Hulk não combate os fora-da-lei ou malfeitores, e sim a maldição dos raios gama que se instalou em sua alma. Eric Bana deve estar frustrado porque seus melhores momentos no filme foram revestidos pela arte de George Lucas. O reflexo de sua grossa cutis verde nos olhos da Jennifer faria Bartolomeu Dias revirar na cova. Enfim teria achado as esmeraldas que tanto procurava.
O terceiro filme da série "Exterminador do Futuro" ficou a desejar. E muito. Faltou estoria. Os dois primeiros filmes conquistaram o publico não só pelo efeito visual da ficção mas principalmente pela estoria. No primeiro o sujeito volta no tempo para salvar a mãe e seu próprio filho no futuro das garras do Exterminador enviado para impedir que o seu lider, e filho, não viesse a existir. No segundo a batalha entre Exterminadores para salvar a vida do futuro lider, agora já um adolescente. Nesse terceiro filme a repetição do segundo onde o oponente é uma cyborg-femea. Poderiam ter elaborado algo mais original. Alem disso, Terminator sem Linda Hamilton não é a mesma coisa, o Jim Cameron que o diga. John Connor adulto é tão insosso quanto o Schwarze repetindo a sua primeira fala no cinema: "I'll be back". O hotsite para o Brasil pode ser conferido até a estreia em 1 de Agosto próximo. Fraco é o veredito. Hasta la vista baby!
Enquanto todos pregam sua devoção ao recem-lançado Matrix Reloaded, Jim Carrey volta ao estilo comedia que o consagrou e assume o lugar de Deus, interpretado por sua majestade Morgan Freeman, em Bruce Almighty que está deixando na poeira Matrix em termos de bilheteria nos EUA. No filme Deus tem namorada, papel que caiu como uma luva a insossa Jennifer Aniston, e usa seus poderes para, é claro, subir na vida. Depois dos relativos fracassos de Jim Carrey em papeis ditos sérios, eu que particularmente não acho a menor graça nele, consegui me divertir ao ver que a caixa postal de pedidos e preces ao Todo Poderoso também tem spam. Carrey que não é Deus mas quer se manter no Olimpo, usa o mesmo diretor e roteiro de Liar, Liar que foi seu ultimo grande sucesso. Se Deus é brasileiro, Hollywood continua americana e Jim Carrey uns 20 milhões de dolares mais rico para realizar todos os seus desejos na vida real.
Jake Vig (Edward Burns) é um vigarista que acaba se metendo com um dos chefões do crime organizado em Los Angeles, "The King" interpretado pelo laureado Dustin Hoffman. Determinado a realizar o trabalho de sua vida, ele e seus tres comparsas mais a mocinha da hora, Lily (Rachel Weisz), passam o filme, que é contado em retrospectiva, driblando tudo e todos para não dividirem a bolada no final. Meio perdido no meio do roteiro, um Andy Garcia faz o papel de Gunther Butan, agente do FBI. O filme é curto e por isso acaba sendo um bom passatempo apesar do excesso de encruzilhadas na estoria para confundir o espectador que acaba não surtindo efeito pela simplicidade da espinha dorsal da trama. Algumas criticas feitas por aí etiquetam a fita como "Tarantino (pelo estilo da narrativa) encontra Ocean's Eleven (pelo roteiro)". Eu acho que não merece. Não achei o website oficial se é que existe um.
Veja o trailer
Superando os favoritos do Oscar já por 2 semanas na bilheteria, tenho uma boa e uma má noticia para os namorados, maridos e similares para quando o filme estreiar no Brasil. A boa: você vai ver o filme com ela e irá se divertir. A má: se ela for com as amigas, você terá que esperar chegar nas locadoras.
Ontem tentei assistir em DVD o filme Banger Sisters. Dormi no meio. Que filminho ruim. Como a Susan Sarandon aceitou fazer aquela droga ? Só estando doida mesmo. Devia ter desconfiado, DVD sai 3 meses depois do lançamento, é mico preto na certa.
Cansado de ver esses filmes excitantes como Harry Potter ou Lord of the Rings ?
Está chegando o filme mais esperado pelos gringos para o próximo Natal: Gangs of New York
O filme em si não importa muito, mas assistir outra performance de Robert De Niro faz valer o ingresso. A história se passa em Long Beach, outrora o balneário do jogo e do "beautiful people" de NY. Inspirada no artigo do jornalista Mike McAlary - Mark of a Murderer - o filme conta a história do dedicado policial Vincent LaMarca que se acha envolvido na investigação do assassinato de um traficante, e depois de um policial, onde o suspeito principal é seu filho Joey ("James Franco"), fruto de um casamento fracassado e com quem não tem contato há anos.
Jennifer ("Friends") Aniston é funcionária de uma loja de variedades de uma típica cidade operária americana. Casada há anos com um pintor de paredes, Phil (John Reilly), vem a conhecer um novo e timido colega de trabalho, "Holden" (Jake Gyllenhaal), com quem inicia um caso extra-conjugal para fugir à rotina diária insossa a qual sua vida está condenada. A diferença de idade entre os dois, ela já trintona e ele no inicio dos vinte, remete-nos rapidamente ao recente Infidelidade. A estória traz a mesma dualidade existencial de uma mulher dividida entre o circulo vicioso de uma vida comum e uma excitante aventura sexual exercida com o auxilio de um arremedo de jovem intelectual. A diferença fica por conta de motéis baratos do interior americano versus um charmoso apartamento do Village novaiorquino. A degradação moral repousa em como ela compra o silencio do melhor amigo do marido que obviamente violava há muito o Nono(?) Mandamento. A trama se desenvolve aos trancos e barrancos de um filme classe B na vã tentativa de tornar a fita um pouco menos chata do que a já surrada estória de adultério feminino recheada de vai e vens ao sabor de progesterona. O final patético me faz acreditar que Hollywood realmente se esmera em dar a cara certa para o papel certo. Vejam os dois filmes e entenderão porque eu disse isso. Para os fans da Jennifer, lamento informar que mesmo ela sendo quem ela é, não há santo que faça uma mulher enfiada em um macacão de operário ficar atraente.
O bom e velho Clint Eastwood faz o papel de Terry McCaleb, um agente do FBI "retired" por um ataque cardiaco durante sua ultima perseguição a um assassino. Dois anos depois, morando placidamente em seu barco, é procurado pela irmã de uma recente vitima de assassinato, interpretada por Wanda De Jesus, para achar o criminoso. A trama que se desenrola faz o velho agente reviver o unico fracasso em sua condecorada carreira, justamente o que lhe deu a aposentadoria forçada.
Mel Gibson e Joaquin Phoenix estrelam o novo filme do indiano Night Shyamalan (O Sexto Sentido), que estudou cinema na NYU e já é considerado o sucessor de Spielberg na categoria "blockbuster movies": SIgNS.
Tom Hanks personifica um "hit man", Michael Sullivan, e devoto pai de familia, na Chicago dos anos 30 durante a lei seca. Para variar o já duplamente Oscar-condecorado dá um show de interpretação ao lado de seu jovem coadjuvante, Tyler Hoeclin, que interpreta seu filho e, a partir de certa feita, parceiro no crime. Um Paul Newman já desgastado pela idade faz o papel do "capo de tutti capi".
Matt Damon é, ou pelo menos cogita ser, Jason Bourne, que é resgatado sem memória boiando no Mar Mediterraneo. A partir daí a trama se desenvolve pela busca de Damon em descobrir quem ele é e o que fazia antes de acordar a bordo do barco que o resgatou. Com locações em Paris, Praga e outras cidades européias e tendo no elenco artistas não americanos, o filme é um bom passatempo. Destaque para a perseguição de carros nas vielas de Paris com seu transito entulhado. Damon está bem no papel e é o unico peso-pesado hollywoodiano no elenco. A curiosidade fica por conta de uma das identidades possiveis ser a de um brasileiro, representada por um dos muitos passaportes que Damon descobre ter.
Ocean's Eleven
O filme exibe um elenco milionario - George Clooney, Matt Damon, Brad Pitt, Andy Garcia e Julia Roberts sob a direção de Steven Soderbergh (leia-se "Traffic") - encabeçado pelo primeiro em uma refilmagem do similar de 1960 com Frank Sinatra no papel principal. Com os efeitos especiais de praxe para uma superprodução de Hollywood, o filme prende mais pela velocidade da ação do que pelo seu elenco estelar. Dizem a boca miuda que todo esse elenco custou apenas 35 milhões de verdinhas e que os astros abriram mão de caches mais altos pela oportunidade de trabalhar com Soderbergh. Resumindo, o filme merece o "two thumbs up" atribuido por varios criticos americanos apenas com uma ressalva: uma Sharon Stone ou Kim Bassinger ficariam muito melhor do que a Julia no papel feminino principal. Mas aí seria uma repetição de Cassino ou LA Confidential respectivamente. O porque do nome? O personagem principal é Daniel Ocean (Clooney) que com seus 11 comparsas planejaram o maior roubo da historia a um cassino em Las Vegas. E aí, você tá dentro ou tá fora?

Shallow Hal
Conta a estoria de um cara chamado Hal que vivia procurando garotas exclusivamente pela beleza transformando-o em um cara superficial ("shallow"). O filme começa engraçado e acaba como todo filme americano num patetico "happy end". O ator principal, Jack Black, faz o possivel para manter o filme na categoria comédia, e tem como seu fiel escudeiro o Jason "Seinfeld" Alexander, que já foi melhor amigo do Richard Gere em "Uma linda mulher". Ver a Paltrow transformada na Wilza Carla, oorem com menos talento do que a ultima, é desalentador. Se dá pra ver, acho que sim, mas na sessão promoção de meio de semana.