Caudilho
"No mundo inteiro, fazer política eleitoral e tocar um governo são duas coisas cada vez mais distantes e diferentes. No Brasil, a maior distância entre esses dois pontos foi o brizolismo. Nunca um líder tão eficiente no encantamento das massas foi tão ineficiente em governar. A tolerância com a expansão das favelas e ocupações irregulares, fermentada pelo freio à ação policial nessas áreas, rendeu uma mina de votos. E criou um dos mais graves problemas urbanos do país."
[Guilherme Fiuza]
Comentários
sem falar do incentivo ao comando vermelho
Publicado por: esther | junho 23, 2004 10:37 AM
Tenho gmail sim, querido!
Não tenho usado muito.
Mas por que? o_O
Não acompanhei muito a trajetória do Brizola. Meu pai que ficou meio tristonho, mas eu não. A vida é assim mesmo. Só sei que quando o Maluf morrer, soltarei fogos e darei uma festa.
=o* Bizóca.
Publicado por: Fabiana | junho 23, 2004 12:18 PM
Meu pai era brisolista doente. Mas acho que ele iniciou o caos que hoje é o Rio de aneiro hoje.
Publicado por: Helenice | junho 23, 2004 1:31 PM
Falou e disse!
Publicado por: Rodis Cruéis | junho 24, 2004 7:06 PM
Com a morte de Leonel Brizola extingue-se um tipo de político em nosso panorama pós-ideológico onde os interesses mudam as paixões, onde as conveniências pautam as convicções.
Filho do melhor getulismo, sua visão de Brasil se resumia a uma defesa obstinada dos interesses nacionais e a uma opção pelos direitos do povo, às vezes com um populismo meio utópico.
Na época da renúncia bêbada de Jânio Quadros, ele garantiu a legalidade e a posse de Jango. Brizola era chefe do Exército de um homem só e, antes de 1964, tentou sempre que o hesitante presidente radicalizasse nas reformas de base, sendo ao mesmo tempo um defensor de idéias que na época eram únicas e o pivot da derrota de um governo sem condições de resistir aos militares e as multinacionais.
Não era um administrador. Era um marco ideológico, um visionário. As concessões e conciliações mudaram a política, mas, mesmo assim, temos de almejar um Brasil como Brizola sonhou: dono de seu destino, limpo e popular. Foi o último de nossos políticos românticos, disse Fernanda Montenegro.
Não era ladrão. Não abandonou seu sonho de Brasil e é um exemplo essencial para a política de hoje pois Brizola era macho. O tempo passou, mas Brizola não.
Publicado por: Arnaldo Jabor | julho 2, 2004 9:03 PM