Enterra!
Macacos me mordam! Não é que o Brizola ainda não foi sepultado. Digo literalmente, porque morto na política ele já estava há muito tempo. Depois de ter enterrado o Rio.
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Macacos me mordam! Não é que o Brizola ainda não foi sepultado. Digo literalmente, porque morto na política ele já estava há muito tempo. Depois de ter enterrado o Rio.
Comentários
rs..;))
Publicado por: Mystic | junho 24, 2004 2:28 PM
Será que o defunto já tá atraindo mosca?!
Apesar que no Palácio da Guanabara tem uma família de espanta moscas!
Publicado por: Rodis Cruéis | junho 24, 2004 7:05 PM
Ao Brizola, eu devo o primeiro lápis que tive na vida, o primeiro caderno – que a minha mãe guarda até hoje –, a oportunidade de praticar esporte e música em um espaço digno e o acesso à alimentação com proteína de primeira linha. Impossível também esquecer o dia em que eu e os meus colegas lá do Partenon recebemos um tênis padrão das ‘brizolinhas’, como eram chamadas as milhares de escolas públicas que ele mandou construir nos bairros pobres de Porto Alegre. Lembro, como se fosse hoje, que ouvi a justificativa do Brizola pelo rádio:
‘É um absurdo que os animais do nosso País sejam mais bem-tratados que nossas crianças. Nunca vi no Brasil um bezerro abandonado, nem cavalo sem ferradura no casco. Toda criança pobre tem que ter, no mínimo, o direito a um sapato no pé’.
Isso foi objeto de muitas críticas na imprensa dos conservadores, que já naquela época tentavam desmoralizá-lo, dizendo que o Brizola era o prefeito dos ‘pés-de-chinelo’, como se isso fosse uma ofensa.
Portanto, a ajuda dele foi indireta, mas fundamental, decisiva. Eu só comecei a estudar aos 8 anos de idade porque, até 1958, não havia vagas disponíveis, eram raríssimas as escolas públicas para o primário na periferia de Porto Alegre. Da mesma forma, o ginásio onde estudei também foi construído durante a gestão dele na prefeitura da cidade.
Por causa dessa base emotiva, nunca deixei de acompanhar com interesse a trajetória do Brizola como estadista. Décadas depois, vibrei muito quando ele reproduziu a experiência das ‘brizolinhas’ no Rio de Janeiro, que ganharam o nome de Cieps, com o incentivo de outro guerreiro dos trabalhadores ‘não-organizados’ do País, o Darcy Ribeiro.
Ambos vão fazer muita falta. Nunca entendi por que ele jamais teve o apoio da esquerda dos sindicalistas, dos trabalhadores organizados de São Paulo. Mas essa é uma história para uma carta mais longa. Espero que algum dia o Brizola tenha a sua obra e a importância histórica reconhecidas não só pelos pobres do Brasil.”
Publicado por: Caco Barcellos | julho 2, 2004 9:07 PM
Se a gestão dele no RS foi benéfica, não estava eu lá para ver, mas que a gestão dele no Rio (até hoje com seus seguidores) apenas serviu para a escalada da desordem e da violencia pude eu testemunhar até 1999. Sua alfabetização deve ter sido equivocada pq até nome e email falsos vc usa.
Publicado por: Fábio | julho 2, 2004 9:55 PM