Festa pra que?
Ontem vendo o replay do jogo da Shelda e da Adriana me passou a impressão que ambas já sabiam que iam perder. Mesmo estando 4 pontos em média atrás no placar cada ponto era comemorado como se estivessem à beira de ganhar a partida. Era como estivessem dando um show particular mas no momento seguinte levavam logo um "toco" das americanas. Do outro lado da rede as sisudas americanas apesar da vantagem constante e do favoritismo, somente abriram o sorriso quando ganharam de fato. Não consegui encontrar justificativa para a festa no lado da quadra brasileira se em nenhum momento do jogo tiveram o controle da partida. Ganhar da unica equipe superior a elas no torneio seria A vitória. Lembrando que quando eram as favoritas na olimpiada passada perderam na final. Qual o motivo para tanta festa? Prata já era mais do que suficiente para elas?
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Vendo o Iraque chegar lá na frente no futebol olimpico contrasta com a mediocridade do pentacampeão mundial Brasil em não participar da disputa. Mas a sua arqui-rival Argentina está lá e é capaz de levar o ouro. Espero que esse fato fale aos brios do melhor futebol do mundo.
Comentários
Disse tudo, chefinho!
Publicado por: Kel | agosto 25, 2004 3:24 PM
Eu não tenho tv em casa e vivo perguntando entusiasmado para os amigos "E aí? Como está a olimpíada?" e até agora não ouvi nenhuma resposta que me motivasse a comprar uma bendita tv.
Publicado por: Guto | agosto 25, 2004 6:03 PM
Mas as circunstâncias entre as finais de Sydney e Atenas foram muito diferentes, Fabio. Por exemplo: enquanto em 2000 Adriana Behar e Shelda eram amplas favoritíssimas (e foram acometidas pela mesma pressão ufanática que prejudicou o desempenho de Zé Marco e Ricardo e Rodrigo Pessoa dentre outros), nos jogos deste ano qualquer um que acompanha o circuito de vôlei de praia sabia que só um milagre tiraria o ouro da dupla Walsh e May. Pudera: as gringogirls não perdem um jogo sequer há mais de 1 ano (e ainda venceram todas as suas partidas em Atenas por 2 a 0).
Há ainda o fator altura, cada vez mais preponderante principalmente depois que a Confederação Internacional de Vôlei de Praia diminuiu o tamanho das quadras desde as últimas Olimpíadas. Como a Shelda, com 1,65m, poderia encarar uma Walsh, com 1,87m de altura, ainda mais com a quadra tendo menos espaço para ataques de bolas de fundo capazes de driblar dos bloqueios da americana? A final de hoje, com a avassaladora vitória de Ricardo e Emanuel (também consideravelmente mais altos que seus oponentes espanhóis), provou que o vôlei de praia é um esporte cada vez mais restrito aos "baixinhos".
Para mim, pois, os sorrisos de Adriana Behar e Shelda foram de duas esportistas que fizeram o melhor possível e que aprenderam a perder. Compare o pódio de Sydney, na qual ambas mostrarem-se visivelmente arrasadas e aos prantos, com o de ontem, com as brasileiras radiantes e abraçando suas colegas de medalhas. Porque, nestas Olimpíadas, a prata foi realmente o máximo que elas podiam almejar, e ambas chegaram lá com sobra de méritos.
Publicado por: Inagaki | agosto 25, 2004 7:00 PM
Mas justamente eu não entendi pq elas já entraram em quadra celebrando o "maximo" se a partida ainda não tinha acabado. Qdo elas eram favoritas as australianas foram lá e "créu" enquanto qdo não o eram já assimilaram a derrota antes do apito final?! Tá faltando aquilo chamado "garra" nessa estoria, onde o mais fraco luta mais pela vitória. Foi muito facil pras americanas a meu ver. Elas, as brazucas, podiam até perder mas se descabelando até o ultimo ponto e de preferencia deixar as americanas bem mais suadas do que estavam ao final do embate. Depois do dever cumprido, mesmo tendo perdido, aí sim todos se abraçam e festejam as medalhas alcançadas.
Publicado por: Fábio | agosto 25, 2004 7:59 PM
não vi sobre o volei, mas concordo plenamente sobre o Futebol (CBF)...
[]ção fabim!
8)
Rems
Publicado por: Emerson | agosto 26, 2004 3:05 AM