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Independence Day

Ontem fui explorar uma pequena cidade de New Jersey chamada Riverside que me informaram abrigar uma pequena comunidade de expatriados brazucas. Como ontem era 4 de julho tudo o que encontrei foi um deserto incluida a temperatura ambiente. Passando pela rua principal avistei um "pé-sujo" com porta semi-aberta e resolvi arriscar contando com a eficiencia do resgate médico padrão americano. Como se eu precisasse disso tendo crescido sob os mais agressivos tira-gostos em bares de Copa, passando por Vila Isabel indo até Magé. Apesar da precariedade do lugar fui surpreendido pela honestidade da comida. Pude degustar algo que há muito não avistava, salpicão com batata palha. Há uns 5 anos pelo menos que nunca mais tinha sequer visto um e demorou alguns minutos para eu reconhecer o prato padrão do velho Gula Gula do Rio. Nostalgiei sobre como o tempo passa rapido na medida salpicão-luz. Claro que esse não chegava aos pés daquele mas como saudade não tem idade saboreei o mesmo pensando nas garotas de Ipanema. Nostalgia se abate novamente ao perceber como o tempo passa e eu não as esqueço. Reconheço uma delas muito mais rapido do que um salpicão. Compreensivel.

No alto ao canto da parede uma TV de 20" sustentada por um giro-visão Casa&Video no estilo moderno pós-80 dos botequins da minha terra. Na telinha rolava o jogo do Curingão com o Santos pela Globo Internacional. Intervalo do jogo e surge no monitor tri-cromatico literalmente uma figura que tambem há eras não via, o maracujá de gaveta Serginho Groisman, discipulo do Lucio Mauro na confraria dos cara-de-areia-mijada. Como envelheceu o sujeito. Só o reconheci pela fala peculiar tatibitati no idioma Romariano.

Na mesa ao lado um casal brasileiro acompanhado do filho pequeno-chorando-eu-quero-sorvete me acompanhava no pedido do precário churrasco rotatório. Não tem jeito. A beleza simples e sensual da mulher brasileira supera qualquer tentativa da L'Oreal em transformar a Andie MacDowell numa garota de 25 anos. Contesto veementemente Coco Chanel que pregava o vestido como o alicerce da sensualidade feminina. Sob um vestido barato imitação de crepe idiano explodia o melhor das curvas da estrada de Santos, mora. Com todo o respeito a Chanel, as brasileiras lhe desmentiram há muito. Desde os meus 14 anos.

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Comentários

Caramba!!!! Deu banzo???? Agora chegou a vez vou cantar, mulher brasileira em primeiro lugar!!!!


ainda bem que havia a beleza simples e sensual da mulher brasileira, pra contrabalançar Serginho Groisman. Do contrário, a menor das preocupaçoes seria a comida.

Nossa, Fabinho! Nostalgia é isso! Me manda teu end pra mandar pra ti algumas caixas de lenços e moela de boteco pq a coisa aí tá preta, hein? ;)

beijos, querido

Fico imaginando, vc, sentado na penumbra, com a última Brahma quente "importada" na frente, cantarolando:

" Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa..."

:D

noosssa !! que nostalgia!! senti um arrepio em ler o post de hoje!!! ai Rio , me mata , mas eu ainda gosto de ti!!!
MUITOS TABLETINHOS DE AÇÚCAR
e agora , se me permite...uma água de coco geladinha de um quiosque aqui pertinho na praia da Barra da Tijuca.
Fico curiosa com as programações da GlOBO " individada" INTERNACIONAL .....
Cris-rj
fotolog:http://cristina-rj.fotopages.com/

Tá com o coração apertadin, hein chefinho?
beijoooo

Que delícia de nostalgia. Li o post rodando um filminho na minha cabeça. Um barato!
Beijos.

Deu pra ouvir daqui a batida emocionada e saudosa dentro do seu peito.
Saudade é isso aí!

Helenice: brasileiras SEMPRE em 1. lugar
Herbert: a comida estava marromenos
Li: vc tb gosta de moela. Lá no bar do costinha na vila tem da boa.
Cristina: a globo internacional custa ao redor de uns 30 dolares/mes e passa boa parte da programação da original.
Kel: o coração bate mas a cabeça rebate :-)
Helô: gracias!
Guto: o Brasil sempre me emocionou. Só não choro igual ao crocodilo do Lula.