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Silencio dos Inocentes

Ontem "flipando" pelos canais da cabo acabei parando em um playback do filme ganhador dos cinco principais Oscars (filme, diretor, ator, atriz e roteiro) de 1991, o cultuado Silencio dos Inocentes. Para quem não viu, e recomendo ver, a fita trata da caça a um serial killer por uma jovem agente do FBI, interpretada por Jodie Foster, e seu relacionamento nada convencional com um psicopata assassino que praticava o canibalismo, interpretado pelo grande Anthony Hopkins. Hopkins somente lhe daria pistas para pegar o assassino caso ela revelasse detalhes de sua vida conturbada. Ambos ganharam Oscar por suas interpretações soberbas como assinalado anteriormente. Alguns comentarios interessantes foram feitos pelos que trabalharam nos bastidores do filme alem das notas de rodapé que se alternavam na tela, novidade para mim fora de um DVD.
Hopkins nunca havia se encontrado com Jodie Foster antes da cena inicial na cela tipo vitrine. Sua aparição inicial, magistralmente de pé no centro da cela enquanto a camera fazia-se dos olhos de Foster ao se aproximar, foi ideia do próprio. O olhar gélido de Hopkins, segundo ele, foi baseado em filmes do Dracula, que tambem não piscava os olhos ao fitar suas vitimas. A voz uma combinação que incluia o computador Hal de 2001. A tecnica do olhar direto para a camera foi emprestada do grande Hitchcock, o rei dos filmes de suspense. O fato da cela ter a parede frontal de vidro inquebravel foi a solução para garantir que os olhos Hopkins fossem o climax daquela tomada sem as grades para atrapalhar. Ao longo do filme varias pistas para encontrar o assassino são sorrateiramente mostradas como por exemplo o desenho de Hopkins que mostra a casa onde seria encontrado o serial killer, chamado no filme de "Buffalo Bill" porque esfolava a pele de suas vitimas. A musica original é de uma sutileza sob medida porem alternada com rocks barulhentos como "American Girl - Tom Petty & The Heartbreakers" na cena da garota dirigindo à noite antes de ser a proxima vitima. A cabeça encontrada por Foster no antigo deposito em Baltimore é replica do rosto de um dos produtores numa brincadeira da equipe de efeitos e maquiagem. E a larva retirada da garganta da vitima durante a autopsia presenciada por Foster e seu chefe no FBI era uma mistura de Gummy Bears com Tootsie Roll, duas guloseimas populares entre as crianças aqui nos EUA. Como o cadaver era interpretado por uma atriz e não um boneco a equipe ficou com medo dela se engasgar com algum artefato de plastico ou borracha. Como diria Lecter, personagem de Hopkins, acompanhado de um Chianti ficaria melhor.

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